Chapecó dá exemplo de energia limpa na suinocultura

21/03/2006

Em Chapecó existem dois exemplos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) enquadrado no sistema de seqüestro de carbono: a granja Master Lanznaster e as granjas da Cooperativa Central Aurora Alimentos.

Granja Lanznaster
A Granja Master Lanznaster em parceria com a AgCert construiu biodigestores em suas granjas com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, disponibilizando créditos de carbono e utilizando este potencial energético na propriedade.

A partir dos dejetos de suínos da granja são produzidos aproximadamente 500 metros cúbicos de biogás por dia. Após a retirada de umidade e de ácido sulfídrico do biogás através de dispositivos de resfriamento, condensação e lavagem, parte do biogás é canalizado para alimentar um motor de automóvel que produz energia mecânica que, acoplado a um gerador, produz energia elétrica. Outra parte é comprimida e canalizada para uma caldeira para produção de vapor.

O moto/gerador consome aproximadamente 27 metros cúbicos de gás por hora e irá gerar 60 kW de energia elétrica. O sistema de limpeza dos gases e geração de energia elétrica foi desenvolvido com uma empresa parceira de Chapecó, GTER Energias Renováveis. Investimento de aproximadamente R$ 400 mil reais permite ao produtor economizar 85 % de lenha e 80 % de energia elétrica, além de receber 10% dos créditos de carbono vendidos.

Cooperativa Central Aurora Alimentos
A Cooperativa Central Aurora Alimentos, em parceria com a GTER Energias Renováveis, iniciou um processo de substituição do gás liqüefeito de petróleo (GLP) consumido em um de seus frigoríficos, por biogás gerado nos sistemas de tratamento de dejetos de suínos de suas granjas. Além da melhoria dos sistemas de tratamento de dejetos, da significativa redução do volume de metano CH4 emitido para a atmosfera, a Aurora substituirá um combustível fóssil, não renovável, por um renovável, produzido na própria propriedade rural.

Foram instalados dois biodigestores em duas granjas da Cooperativa, localizadas nas proximidades do frigorífico e o biogás produzido, após ser limpo (retirada de gás sulfídrico, H2S), será conduzido por gasoduto até o frigorífico, onde será consumido no chamuscamento dos suínos abatidos. O sistema de captura, limpeza e queima do biogás é automatizado, dispensando funcionários para operar o sistema. O dejeto efluente será decantado e tratado no sistema biológico por lagoas de estabilização. Posteriormente, o efluente será utilizado para fertirrigação de reflorestamentos.

O frigorífico consome aproximadamente 15.000 kg de GLP por mês para chamuscar os aproximadamente 4.000 suínos abatidos por dia. Estima-se que a partir dos 70 m3/dia de dejetos produzidos pelos 6.000 suínos alojados nas granjas serão gerados aproximadamente 35.000 m3 biogás/mês. O biogás gerado será suficiente para abater os suínos. Posteriormente serão estudados pontos alternativos para consumir o biogás excedente.

O projeto consiste em substituição de combustível fóssil e redução da emissão de uma quantidade importante de gases de efeito estufa no tratamento de dejetos de suínos (conservadoramente 300.000m3 de metano/ano). O metano é 21 vezes mais prejudicial à atmosfera que o gás carbônico e ambos são produzidos na decomposição da matéria orgânica do dejeto.

O carbono é removido do líquido em forma de metano (CH4), que quando queimado é transformado em gás carbônico e água. Além disso, com a instalação dos biodigestores pode-se reduzir até 80% da carga orgânica dos dejetos e reduzir os odores e proliferação de insetos na propriedade, sendo uma alternativa econômica e ambientalmente viável.

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